/“Que tal de bike?”

“Que tal de bike?”

“É pau, é pedra, é o fim do caminho”. Não mesmo, era apenas o começo!

Foi de bike que quatro aventureiros resolveram conhecer a zona rural de Bento Gonçalves. Lindo lindo… Imensos parreirais, alguns ainda com uvas, outros já secando. No meio disto, os plátanos ainda verdes e algumas árvores nativas já ganhando o amarelado da cor do inverno.

(Foto: Rozangela Allves)

O roteiro  de cicloturismo,  “Que tal de Bike”, criado pela Rede Dall”Onder, vem se tornando o primeiro bike hotel do Brasil, e oferece quatro roteiros:  Caminhos de Pedras, Estrada do Sabor,   Rio das  Antas, e o Vale dos Vinhedos. E foi este último que estes  que escolhemos para pedalar,  em meios aos parreirais, vinícolas, avistando as pequenas propriedades dos agricultores que cultivam boas uvas para depois transforma-las em excelentes vinhos e espumantes.

(Foto: Rozangela Allves)

Suando a camisa

O roteiro do Vale dos Vinhedos faz suar a camiseta, e muito! São oito horas de duração da saída do hotel até a propriedade “Cogumelos da Serra”, e dali para frente, após um alongamento aplicado pelos habilidosos guias, Ernani e Ribamar,  começava a aventura.

O percurso chega a 27 km, sendo que, destes, 750 metros são de subida acumulada; é claro que não fiz todas as subidas pedalando. Na descida, é claro que pedalei , ou melhor, freei  em toda a descida.

Os batimentos cardíacos variavam  dos 108 ao 177, mas nem por isto desisti da meta: chegar em Monte Belo do Sul, o que foi apelidado pelo Cláudio de “Montanha Belo do Sul”, tamanho o morro para se chegar ao topo. Mas valeu super a pena passar este dia em meio a natureza.

(Foto: Rozangela Allves)

Vale dos Vinhedos 

Cruzar o vale dos vinhedos é bom de qualquer forma. De carro, a pé – e de bicicleta é mais que especial! Os lugares que paramos de forma estratégica nos remetem ao interior da Itália. Este roteiro é uma boa pedida para quem, além da paixão por pedalar, aprecia cultura e a boa gastronomia.  Este roteiro  passa pela Vinícola Laurentis, Casa de Pedra, Vinícola Barcarola, Vinícola Pizzato, Famiglia Tasca,  e em Monte Belo do Sul, Divino Café, bem em frente da Igreja centenária.

Fora do roteiro, mas paramos para conhecer o projeto de Wine Garden da Miolo, uma delicia e claro a espumante não passou desapercebida.  A região é ideal para este tipo de roteiro, porque reúne aspectos paisagísticos e atrativos gastronômicos,  além de não ter intensa movimentação  de veículos, uma vez que o trecho de asfalto não é tão longo, feito de chão batido e brita, que compõe o aspecto do terreno acidentado. Considerado de dificuldade quatro, quem for participar deste roteiro precisa ter um bom preparo físico e boa resistência.

(Foto: Rozangela Allves)

Convivência

Além de curtir as paisagem e a gastronomia, a convivência com os parceiros de pedalada foi muito interessante. O casal Silvia e Claudio de São Paulo (SP) já são ciclistas e sempre quiseram fazer este percurso de bicicleta, mas os transtornos de viajar com  a bike sempre pesavam na hora de vir a Bento Gonçalves, da qual  frequentam por muitos anos. Ao saber deste projeto do Hotel Dall Onder, eles não pensaram duas vezes: arrumaram as malas e vieram.  Gostaram muito, mas também suaram a camiseta. Já o paulista  Paulo, radicado em Blumenau (SC), também está  habituado a participar de trajetos de ciclismo no Brasil e no exterior,  também  se divertiu e apreciou cada parada estratégica, até mesmo o caqui tirado do pé, mesmo que ainda não tanto maduro. Mas tudo isto faz parte da experiência.  Bom, eu não sou ciclista e fazia muito tempo que não pedalava, logo pensei, quando comecei: “será que consigo”?  Pois bem, não é que eu  consegui chegar até o fim? Isso mesmo com a insistência e piedade do Ribamar, que fica no carro de apoio e, claro, sugerindo  que eu fosse de carro. Na realidade o cansaço batia, mas a vontade de chegar era mais forte do que o próprio  cansaço, vencendo desafio.  A temperatura  na casa dos 28 graus , momentos com sol, mas os momentos  nublados ajudaram muito a fazer o trajeto.   Voltar? Sim com certeza! Com mais um desafio: não descer da bike na subida.. como se diz: “facim facim”…

(Foto: Divulgação)

Onde são os roteiros?

Os roteiros de conhecer a Serra Gaúcha de bicicleta oferece trajetos passando por Caminhos de Pedra, o Vale dos Vinhedos, a Rota do Sabor e o Vale do Rio das Antas, que chegam a cinco municípios, sendo eles: Bento Gonçalves, Garibaldi, Monte Belo do Sul, Nova Roma do Sul e Pinto Bandeira. As pedaladas podem ter de 3h a 8h de duração, dependendo do roteiro, com percursos de 10 km a 34 km. Os níveis de dificuldade vão do leve e moderado ao radical.

(Foto: Rozangela Allves)

Infra estrurura

Em todas as opções, os cicloviajantes são acompanhados em tempo integral por uma equipe treinada e um veículo de apoio com toda estrutura necessária. Condutores qualificados foram devidamente treinados e certificados e estão prontos para guiar todo tipo de turista interessado em descobrir o interior da Capital Brasileira do Vinho e arredores pedalando.

(Foto: Divulgação)

Idealizador

Idealizador dos Caminhos de Pedra, Tarcísio Michelon, diretor da Rede de Hotéis Dall’Onder, acredita que é fundamental a criação de novos produtos turísticos para oxigenar o destino. “A inovação é essencial e este projeto veio para movimentar a região, atraindo um público interessado em novas experiências e fiel a opções saudáveis”, destaca.

(Foto: Rozangela Allves)

As opções

Caminhos de Pedra
Pedalada cultural
Formato 1 – reduzido
Duração: três horas. Dificuldade: 1 (fácil)
Distância: 10 km. Subida: 150 metros + descida: 150 metros
Formato 2 – Completo Vinhos de Montanha
Duração: seis horas.
Dificuldade: 3 (médio)
Distância: 20 quilômetros
Subida: 500 metros + descida: 350 metros
Formato 3 – Completo a partir do hotel
Duração: oito horas.
Dificuldade 4 (médio)
Distância: 29 quilômetros
Subida: 650 metros + descida: 600 metros
Principais atrativos
Casa do Tomate, Casa Righesso, Salumeria, Vinícola Strapazzon, Casa da Ovelha, Casa Vanni, Casa da Tecelagem, Casa da Erva Mate, Vinícola Don Giovanni, Vinícola Cave Geisse e Vinícola Lovara

(Foto: Rozangela Allves)

2. Vale dos Vinhedos

Formato 1 – Monte Belo do Sul
Duração: oito horas.
Dificuldade: 4 (médio)
Distância: 27 quilômetros
Subida: 800 metros + descida: 700 metros
Formato 2 
Reduzido Duração: quatro horas.
Dificuldade: 2 (fácil)
Distância: 12 quilômetros
Subida: 300 metros + descida: 200 metros
Principais atrativos
Cogumelos da Serra, Vinícola Marco Luigi, Vinhos Larentis, Vivatto Parque, Barcarola, Casa Madeira Delicatessen, Vinícola Pizzato, Famiglia Tasca, Il Divino Café, Prefeitura Monte Belo do Sul e Vinícola Miolo

(Foto: Divulgação)

3. Estrada do Sabor

Formato 1 – Reduzido
Duração: quatro horas.
Dificuldade: 2 (fácil)
Distância: 17 quilômetros
Subida: 350 metros + descida: 380 metros
Formato 2 – completo 
Duração: oito horas.
Dificuldade: ¾ (médio)
Distância: 31 quilômetros
Subida: 730 metros + descida: 680 metros
Principais atrativos
Vinícola Don Laurindo, Vinícola Peterlongo, Família Mariani, Família Vaccaro, Osteria Della Colombina e Vinhos Betu

(Foto: Divulgação)

Vale do Rio das Antas
Formato 1 – Completo
Duração: oito horas.
Dificuldade: 5 (difícil)
Distância: 28 quilômetros
Subida: 780 metros + descida: 760 metros
Principais atrativos
Nova Roma do Sul, Represa, Rio das Antas, Ponte de Ferro, Pinto Bandeira, Vinícola Valmarino e Vinícola Geisse

(Foto: Rozangela Allves)

 

Serviços:
Os valores vão de R$ 185 a R$ 270. Para grupos a partir de 10 pessoas o hotel oferece valores diferenciados. Todo passeio deve ser agendado com antecedência, podendo ser feito em qualquer dia da semana. Interessados podem acessar o site para obter mais informações. As reservas devem ser feitas pelo e-mail de contato ou telefone (54) 3455.3555.