Através do turismo podemos superar a crise

Ouvimos o secretário de Turismo, Esporte e Lazer do Rio Grande de Sul, Juvir Costella quando nos contou as principais realizações de seu mandato à frente da pasta. O secretário é servidor público estadual aposentado.  Foi gerente da extinta Caixa Estadual, vereador em Esteio por dois mandatos, e chefe de Gabinete da Secretaria de Habitação do Estado de 2007 a 2010. Em 2014, concorreu a deputado estadual. Esta é a primeira vez que atua junto ao turismo. Em entrevista exclusiva, o secretário acredita no turismo como uma possibilidade de superar a crise econômica do Estado e do Brasil.

Quais são as metas para os próximos anos?

O turismo é chave para o desenvolvimento do Estado. Seguimos trabalhando para promover os destinos do Rio Grande do Sul pelo Brasil, pelo Mundo e, inclusive, para o próprio gaúcho, que é o grande responsável pelo movimento do setor. Em 2015 passamos por uma fase de reestruturação, quando unimos as áreas do turismo e do esporte e lazer, criando a Secretaria Estadual do Turismo, Esporte e Lazer, a Setel.
A partir dessa mudança, elaboramos o Plano Plurianual (PPA) 2016-2019 focando nossas atividades em dois programas principais, o Caminhos do Rio Grande do Sul e o Desenvolvimento Sustentável do Turismo. Essas ações englobam o trabalho geral do nosso Departamento de Turismo, coordenado pelo diretor Abdon Barretto Filho. As propostas incluem ações como o cadastramento das empresas prestadoras de serviços turísticos, através do Cadastur; informações, estudos e estatísticas do setor no Estado, por meio do Observatório do Turismo; revisão do mapa da regionalização, que envolve um debate entre as 25 Regiões que compõem o desenho do turismo do Rio Grande do Sul; o avanço para a segmentação, estruturação e destinos turísticos, com investimentos na promoção e na participação em evento regionais, nacionais e internacionais; além da qualificação profissional e empresarial, abrangendo processos de formação continuada. Estão previstas ações para o desenvolvimento e marketing de destinos e produtos turísticos, assim como a potencialização do turismo de negócios.

O senhor vê no turismo uma possibilidade de superar a crise econômica do Estado e do Brasil?
A crise econômica é mundial e afeta muitos setores. Mas mesmo na crise, a população demonstra que o turismo ainda é considerado. Temos uma oportunidade nas mãos de conquistar o visitante que vai ficar no país ao invés de ir para o exterior, o que vai ficar no Estado ao invés de ir para outra região do país. O Governo do Estado incluiu o turismo dentro do eixo econômico, dentro de suas ações de planejamento estratégico. Acho que isso já demonstra como estamos encarando o setor na busca de superação das dificuldades e de investimentos para o Rio Grande do Sul.
Tem alguma região que a Secretaria vai dar melhor atenção para se desenvolver mais turisticamente? Se Sim, qual?

As 25 Regiões Turísticas que compõem o Estado têm características e necessidades distintas. Vamos potencializar o que cada uma tem de melhor e apoiar o desenvolvimento focado nessas qualidades. Queremos dar atenção à todas, dentro do que será possível a Secretaria investir. Dos 497 municípios gaúchos, 472 buscam desenvolver o turismo. Essa é a dimensão da abrangência que os projetos da Setel devem atingir. Não vamos privilegiar nenhuma região, mas trabalhar elas de maneira pontual.

Desde o período que o senhor está no comando da Secretária do Estado, o que aconteceu de especial?

Na área do turismo, a Setel provocou situações que, com as restrições que nos são impostas pela crise financeira, foram fundamentais para fomentar o desenvolvimento do setor. Como grande marca, lançamos o aplicativo Turismo RS, que pode ser baixado em qualquer plataforma móvel e permite acesso a todas as informações do site promocional da Secretaria a qualquer momento. Estivemos em eventos promocionais dentro e fora do país, com destaque para o Festuris. Realizamos o Seminário de Qualificação dos Guias de Turismo do Rio Grande do Sul, que valoriza um profissional essencial para a promoção dos destinos. Em 2015 atendemos mais de 350 mil visitantes nos 25 Centros de Atenção ao Turista (CATs), e neste começo de 2016 tivemos um número grande de turistas entrando pelas nossas fronteiras, que foram recebidos com material promocional e o alerta sobre a prevenção ao mosquito Aedes Aegypti, em uma ação que está unindo todos os gaúchos. Celebramos o Dia Mundial do Turismo com uma ação nas redes sociais que mobilizou o Estado, além do cadastramento de mais de 2.400 prestadores de serviços turísticos.
São muitas ações, não tem como eleger uma especial. Sabemos que para promover o setor, toda atividade é importante e tem reflexo positivo para o trade e para o próprio turista.

Em termos de divulgação do estado quais os destinos que vocês têm trabalho neste último ano?
Nosso trabalho é sempre o Rio Grande do Sul com um conjunto de atrativos. O Estado como um grande destino. Praticamente todos os segmentos turísticos têm produtos referência, do religioso ao de aventura, do rural ao urbano, passando pelo Mice, que vive um momento de crescimento e que impulsiona junto o setor de serviços. Mas percebemos algumas situações especiais, como Gramado e Canela, que seguem no topo da lista de preferência de todo o Brasil. Como destaque vem Cambará do Sul, onde estão os CATs com maior número de atendimentos de 2015, e que está surgindo como destino promissor do Estado. E as Missões se mantém como nosso Patrimônio Mundial e atração sempre em alta. Mas como disse, atuamos no Estado, apoiando cada região e produto de acordo com suas necessidades.

Se caso desejar acrescentar mais alguma informação por favor fique à vontade.

Gostaria de reforçar que a Secretaria está aberta e que todas sugestões e propostas são bem-vindas. Nossa área técnica está pronta para auxiliar e esclarecer dúvidas e o gabinete à disposição de quem quer fazer parte do crescimento do setor no Rio Grande do Sul.

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