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Andar com fé

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Eram exatamente 8h30min quando saí da minha casa em Canela para caminhar em direção ao Santuário do Caravaggio, esta foi a segunda vez que fui na procissão.  A primeira vez creio que já se passaram uns 4 anos que fiz esta proeza, fui e voltei sozinha, 19 km. Independente da data outras vezes percorri o mesmo trajeto peregrinando, porque peregrinar é se auto conhecer, é se ver e sentir o que a gente é.  É uma peregrinação curta, de poucas horas mas o suficiente para fazer pequenas analises.

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Ontem,  fui com a minha amiga Marta Paula, todos os assuntos ficaram em dia, e claro, falamos sobre a fé, sobre acreditar, sobre a importância de ter fé, mas ter fé não significa ser viciada em alguma religião, é ter fé em si, é acreditar que é possível fazer algo melhor, é ter fé e acreditar que podemos conviver com este mundo que caminha não sei para onde, é ter fé no outro, e crer no que se faz, e ter fé que a caminhada de ida e volta completando 19 km com subidas de descidas era possível ir até o final. Sim consegui.  Mas ao chegar no Santuário de Nossa Senhora do Caravaggio, uma multidão marcava presença, centenas de flores para oferecer num gesto de leveza de contemplação,e como estamos precisando de gentileza, outras centenas de velas para iluminar. Iluminar a vida, a alma e os caminhos obscuros que encontramos pelo caminho. Muitas pessoas eram só emoção, com certeza terão nesta segunda um dia mais leve.

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Todos os dias da fé

Esta foi a  53ª Romaria e Festa em Honra a Nossa Senhora de Caravaggio. A saída é da frente da magnífica Catedral de Pedras, outros andaram 40 km para estar ali recebendo as bençãos, outros andavam descalços provavelmente pagando promessas, outra me contou de forma espontânea que estava ali mas que gostaria que sua avó estivesse com ela, são muitas histórias na cabeça de cada um dos milhares que compareceram. Foi um mês de comemorações e estima-se que 105 mil pessoas passaram por ali.  Foi um dia de Fé. Mas dia de fé são todos os dias de nossas vidas. Andar na fé é preciso…

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Salvando da brutalidade humana

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Segundo consta, a história é de que a Virgem Nossa Senhora apareceu para uma mulher chamada Joaneta, Filha de Pedro Vacchi e esposa de Francisco Varoli,  homem de mau caráter e coração duro que maltratava a mulher. Na tarde de 26 de Maio de 1432, ela estava em um prado, em Mazzolengo (Itália) colhendo pasto para seus animais, prestes a voltar para sua casa onde teria de suportar seu marido. O conforto dela nesta aflição era a oração. Os suspiros e as invocações à mãe de Deus foram elevados e apareceu uma visão luminosa de uma mulher, vestida de azul com a cabeça coberta por um véu branco, de aspecto nobre, majestoso e amável. Grande alegria invadiu o coração de Joaneta e aliviou suas dores. A visão da Virgem Maria falou e consolou sua serva. Uma fonte de água brotou no lugar onde pousaram os pés da virgem e esta água passou a operar milagres. Em tempo de guerra, Joaneta tornou-se mensageira de Nossa Senhora e proclamou a mensagem de paz, primeiro em Caravaggio e depois aos governantes e às populações de Milão Veneza e Constantinopla.

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Salve

Nossa Senhora salve este mundo, salve as crianças destes leites envenenados, ilumine a cabeça destes políticos para que trabalhem em prol da humanidade, ilumine a cabeça dos ignorantes, leve flores para os viciados para que possa vislumbrar um novo mundo, ilumine homens e mulheres maus para que este coração duro amoleça. Nossa Senhora olhai por todos…

Fotos: Rozangela Allves

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