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Compre Experiências, Não Coisas

 

Este foi o título da Revista Época, edição 867, de 2014. Sim, o foco da matéria era a busca pelas vivências, como um dos valores mais sagrados no mundo atual. Um dos entrevistados, Antonio José G. Marques,  de São Paulo, comenta “A vida, dizem, é tão curta. Então curta a vida. As viagens que já fiz me fizeram sentir um privilegiado. Foi o melhor dinheiro que já gastei”.

Quando li este texto, exultei e afirmei: “o turismo vai passar incólume pela crise de 2015 e por outras mais”. Encerramos o ano com um dos melhores movimentos de turistas dos últimos anos.

Basta conversar com alguns jovens de seu circuito de amizades ou de sua família e perguntar se ele está pensando em casar ou comprar um imóvel, coisa comum para a minha geração, para a sua geração. Deverá encontrar a mesma resposta que eu obtive: “tá louca! Estou querendo estudar e viajar”, em resumo foi isto que eu ouvi.

Neste contexto, a responsabilidade do turismo é ainda maior, haja vista que a expectativa do visitante é de ter uma vivência relevante para a vida. Mais do que contemplar, ele quer experimentar, viver, interagir, participar da comunidade que o acolhe. Não basta mais comer o pão, ele quer participar de uma oficina onde aprenda a fazê-lo; não basta mais degustar um vinho, ele quer saber de onde vem e como é elaborado; não é suficiente visitar uma propriedade rural, ele quer trabalhar nela, pôr a mão na terra.

 

Texto: Ivane Fávero

 

Bacharel em Turismo pela PUC-RS;

Especialista em Gerenciamento do Desenvolvimento Turístico pela UCS;

Especialista em Gestão Pública Municipal, pela UFRGS;

Mestre em Turismo pela UCS;

Realizou o Curso de Planejamento e Marketing do Turismo, pela George Washington University;

Atua no planejamento e na gestão pública do turismo há mais de 18 e no turismo há 27 anos, tendo sido Secretária de Turismo de Bento Gonçalves e Secretária de Turismo de Garibaldi;

Foi professora de Cursos Superiores de Turismo por 12 anos (UCS e Fisul);

Exerceu o cargo de Gestora de Turismo do Sebrae Serra Gaúcha; Também foi Consultora do Sebrae Brasil e do IMB – Instituto Marca Brasil, com trabalho efetuado para o Ministério do Turismo (Regionalização do Turismo), onde desenvolveu e aplicou metodologia;

Ainda atuou na realização dos Planos Regionais do Turismo do Rio Grande do Sul, nos anos de 2012 e 2013;

Foi membro do Conselho Nacional de Turismo e ainda integra o Conselho Estadual de Turismo;

Foi Presidente da Associação Nacional de Dirigentes e Secretários de Turismo – Anseditur, 2012-2013;

Entre capítulos e artigos publicados no Brasil e exterior é Autora do Livro Políticas do Turismo – Planejamento na Região Uva e Vinho – EDUCS, 2006;

Idealizadora do Congresso Latino Americano de Enoturismo;

Atualmente, é Secretária de Turismo e Cultura de Garibaldi e Vice-Presidente para a América Latina da Associação Internacional de Enoturismo – Aenotur, além de ser consultora na área do turismo.