/Enoturismo – O segmento de Turismo que desponta no Rio Grande do Sul

Enoturismo – O segmento de Turismo que desponta no Rio Grande do Sul

O vinho, enquanto produto turístico, é parte da história, da arte, do folclore e da gastronomia, apresentando-se ao mercado como um bem da cultura de um povo, trabalhando com os cinco sentidos de percepção dos consumidores. Assim, o Enoturismo é o desenvolvimento de atividades turísticas dedicadas à descoberta e desfrute dos vinhos e vinhedos da região onde ocorre a sua produção. Assim, é uma atividade que movimenta a economia local, com uma grande cadeia produtiva e produção associada, gerando emprego, renda e valorizando a cultura local.

O enoturismo é o composto da cultura e da paisagem de um lugar, modificadas pelo cultivo da uva e pela elaboração dos vinhos. Isto acontece em territórios de grande qualidade de vida, o que é buscado pelos turistas contemporâneos. Sendo assim, primeiramente deve haver uma oferta turística de qualidade. Segundo, deve se buscar seu desenvolvimento sustentável, através do planejamento e da integração dos diferentes setores e atores. Terceiro, deve se promover com responsabilidade e utilizando as novas ferramentas.

Para fortalecer o segmento mundialmente, em 2014 foi criada a Associação Internacional de Enoturismo – Aenotur, que tem como Missão “dotar o setor enoturístico internacional de uma estrutura estratégica de promoção, comercialização, observação e melhora competitiva” e como visão “criar uma oferta enoturística de qualidade, em nível internacional, e potencializá-la frente a outros produtos turísticos”. Em outubro de 2014, durante o IV Congresso Latino Americano de Enoturismo, realizou-se a assinatura formal de todas as adesões da América Latina, incluindo, do Rio Grande do Sul, as regiões Uva e Vinho, Campos de Cima da Serra e Campanha.

O enoturismo agrega valor a todos os produtos gerados por um município ou região. Há uma aura muito positiva, no entorno de destinos enoturísticos, que é transferida para toda sua produção. Assim, além da geração de benefícios diretos (vinícolas, hotéis, restaurantes, agências, transportadoras), são estimulados outros setores, como a construção civil, o fornecimento de alimentos, o comércio e a indústria em geral.

Texto: Ivane Fávero

Bacharel em Turismo pela PUC-RS;

Especialista em Gerenciamento do Desenvolvimento Turístico pela UCS;

Especialista em Gestão Pública Municipal, pela UFRGS;

Mestre em Turismo pela UCS;

Realizou o Curso de Planejamento e Marketing do Turismo, pela George Washington University;

Atua no planejamento e na gestão pública do turismo há mais de 18 e no turismo há 27 anos, tendo sido Secretária de Turismo de Bento Gonçalves e Secretária de Turismo de Garibaldi;

Foi professora de Cursos Superiores de Turismo por 12 anos (UCS e Fisul);

Exerceu o cargo de Gestora de Turismo do Sebrae Serra Gaúcha; Também foi Consultora do Sebrae Brasil e do IMB – Instituto Marca Brasil, com trabalho efetuado para o Ministério do Turismo (Regionalização do Turismo), onde desenvolveu e aplicou metodologia;

Ainda atuou na realização dos Planos Regionais do Turismo do Rio Grande do Sul, nos anos de 2012 e 2013;

Foi membro do Conselho Nacional de Turismo e ainda integra o Conselho Estadual de Turismo;

Foi Presidente da Associação Nacional de Dirigentes e Secretários de Turismo – Anseditur, 2012-2013;

Entre capítulos e artigos publicados no Brasil e exterior é Autora do Livro Políticas do Turismo – Planejamento na Região Uva e Vinho – EDUCS, 2006;

Idealizadora do Congresso Latino Americano de Enoturismo;

Atualmente, é Secretária de Turismo e Cultura de Garibaldi e Vice-Presidente para a América Latina da Associação Internacional de Enoturismo – Aenotur, além de ser consultora na área do turismo.