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Entrevista Exclusiva: Carlos Marín, gerente geral do Serrano Resort

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Família do Sr. Carlos Marín no Natal do Serrano

Pode se dizer que ele nasceu dentro de um hotel, filho de hoteleiro onde os pais iam os filhos seguiam o mesmo destino,  assim começou a vida do hoteleiro, Carlos Marín, gerente geral do Serrano Resort Convenções & Spa. Espanhol, e falando sete idiomas ele já trabalhou no México, Honduras, Cuba, EUA, África do Sul, Itália, Inglaterra e Bélgica e agora no Brasil.  Atuando há exatos um ano em Gramado ele tece alguns comentários a respeito do seu trabalho no Hotel onde tem o cargo de Gerente Geral, cargo este que já exerceu por três vezes em Hotéis de alto padrão. 

Como foi receber este convite para vir trabalhar no Brasil?

Fiquei emocionado. O convite partiu de um ex-chefe Alberto Grau e muito me alegrou porque foi um reconhecimento da minha trajetória.

Já conhecia o Brasil?

Não conhecia o Brasil, e no passado se ouvia falar mal do País, hoje não todo mundo quer vir ao Brasil conhecer esta imensa diversidade.

E Gramado já tinha ouvido falar?

Não, quando perguntei onde era me disseram é perto de Bento Gonçalves. Como sou sommelier eu já tinha escutado falar desta região e conhecia os vinhos de lá. Quando cheguei o impacto foi muito positivo, pois há um preconceito muito grande em relação ao Brasil, e com a Copa do Mundo isto vai mudar. 

Está gostando?

Muito. Passo a maior parte da minha vida e aqui dentro do hotel.  Tenho três filhos, eles passam o dia usufruindo o dia-a-dia da cidade estão adorando.  É seguro, povo hospitaleiro e com ótima qualidade de vida, excelente  gastronomia, limpeza das ruas. Aqui é muito bom para as famílias. 

Conhece outras cidades brasileiras?

Conheço um pouco, Porto Alegre e São Paulo sempre a trabalho, por perto eu já visitei, Novo Hamburgo, Caxias do Sul entre outras. 

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Maria João Raupp da TAP, Carlos Marín, Fabiana Costa e Gilmar Sgorla do Bradesco, com os ganhadores da viagem a Atenas Gabriela Jucá, Marcos Trein no Jantar Sabores da Grécia.

Quantos hotéis existem hoje no grupo GJP?

Hoje somos 13 mas foram lançados mais 19 novos empreendimentos, todos no Brasil.

Qual é a ocupação média do Hotel?

 60% a 70% é a média de ocupação do Hotel, sendo o período de Pascoa, inverno, Festival de Cinema e Natal que a ocupação fica mais elevada.  Somente neste mês de janeiro, por exemplo tem um dia que chegamos a 95% de ocupação.  2013 foi muito melhor que 2012. 

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Quais são os projetos para 2014?

Vamos inovar no Centro de Eventos. Estamos projetando 70 apartamentos, e seremos um dos três hotéis a fazer parte do “wish”.

O que é o “wish”?

Dentro do projeto de expansão da GJP o grupo lançou três bandeiras hoteleiras, sendo a Wish, Prodigy e Linx.  Nós vamos fazer parte da Wish. A palavra que vem do inglês e significa “desejo”, será usado para os hotéis e resorts padrão cinco estrelas, quesão lugares atraentes e acima de tudo aspiracionais, seja para lazer ou para negócios. A ideia é provocar nos clientes desejo de hospedar-se nos Wish da GJP Hotéis e Resorts.  O Serrano Resort, em Gramado, é o primeiro da rede a receber essa bandeira, passando a se chamar Wish Serrano Convention & Spa Resort. O Hotel da Bahia, em Salvador, também terá a bandeira Wish.

Esperava encontrar uma cidade com este estilo?

Não. Esperava outro tipo de vegetação e pessoas, e vi em Gramado um Brasil diferente. Um lugar muito acolhedor, com uma ótima qualidade de vida. Eu fico impressionada com a beleza desta cidade. Não se encontra muitas cidades assim. Não se tem vandalismo, não se rouba os enfeites de Natal isto, de fato, me espanta no bom sentido.

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Quanto a alimentação, se adaptou bem?

Muito boa a alimentação. O churrasco é muito bom. Foi aqui onde comi a melhor carne, não sei se em todo o Brasil é assim, mas aqui está muito bom. A qualidade da gastronomia em Gramado é de alto nível é difícil encontrar em outro lugar. Só não me adaptei ainda foi ao chimarrão, é muito amargo.

O que percebeu de especial na cidade em relação ao trabalho?

Eu já vivi em muitos lugares e observei que a Prefeitura trabalha bastante as questões do turismo. Em outros lugares as ações de promoção são feita totalmente pela iniciativa privada. Isto é uma diferença gritante. Cito o exemplo de Cancun, por lá eu não vi o município se preocupar com o turista, nem com que tipo de turista queremos, eles estão mais focados no povo. Por lá conseguir uma audiência com o Prefeito é algo complicadíssimo, e olha que trabalhava em um hotel cinco estrelas também.  Aqui e outro perfil.

Agora que vive aqui no Sul está torcendo para quem?

Não vou entrar nesta polêmica.  (Ele usava um botton do Inter e o time gaúcho estava hospedado lá na pré-temporada. No final confessou que tem uma queda pelo Internacional).

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E os vinhos brasileiros?

Adoro os vinhos brasileiros e os espumantes também. Eu não entendo porque as pessoas procuram os vinhos argentinos. Eu gostaria que a nossa carta de vinhos fosse 100% de vinhos brasileiros, mas o cliente ainda pede muito os vinhos estrangeiros.

Tens participado das reuniões das entidades na cidade e dos debates em torno do que tipo de turistas queremos aqui?

Sim, participo da Visão, do Convention, e das reuniões da Prefeitura.  É muito importante participar deste debate.  Quanto a questão de que tipo de turista queremos? Eu gostaria de ter clientes com maior poder aquisitivo todos nós queremos, mas é a classe C que movimenta o mercado. Os clientes classe A, muitos já tem casa em Gramado. Eu pergunto quantos de Classe A vem aqui? Quantos multimilionários vem a Gramado?

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Serrano Resort em números:

  • 272 leitos
  • 800 unidades habitacionais
  • 265 funcionários fixos, dependendo da temporada tem extras mas preferimos contratar.
  • 5 restaurantes

Fotos: Divulgação/Serrano Resort