/Esperança, alegria e fartura fazem parte da Festa Colonial

Esperança, alegria e fartura fazem parte da Festa Colonial

                           Casal aproveita a festa para namorar!

Noites e dias frio é a realidade neste inverno em Canela, e claro , por  toda a Serra Gaúcha. Na noite de terça-feira, estive na Festa Colonial de Canela, acompanhada do “ajudante de repórter,” meu colega de inglês, Mateus Scain, que curtiu a função inusitada em sua vida.  Ao chegar na Festa Colonial, observamos que naquele momento havia poucas pessoas, mas para nossa surpresa, já era mais que 21h e a Festa Colonial estava encerrando as atividades naquele dia. A Festa Colonial de Canela está diferente dos outros anos, melhor trabalhado, tem atrações diárias. 

Para muitas pessoas uma curtição, como a Amélia Orida, de Maringá, que estava acompanhada do esposo e amigos, eles estavam empolgados com o frio, pois o vinho ajudava a esquentar. Está é a primeira vez que eles visitam a região, e para eles o destaque “são os belos jardins da cidade”, para o dias seguinte eles planejavam voltar. Motivo? Querem jantar na Festa porque viram uns pratos que pareciam estar muito apetitosos, para eles que iam percorrer Gramado, aproveitou a nossa entrevista para pedir dicas de onde ir e como ir. 

Se para alguns é festa para outros é trabalho duro, aproximadamente cem pessoas de 19 famílias agricultores e 10 agroindústrias canelenses participam do evento.  Virgílio Fatore,  da Linha São João com sua mãe, Inês Fatore (foto), participam da Festa Colonial, nada mais nada menos, que 19 anos. O que eles vendem? Doces, tortas e quentão, tudo é feito novinho na própria feira, ou seja é feito dia a dia, conforme a venda. A torta mais vendida  é a de morango com chocolate.  O que isto representa para eles? “Um incremento no faturamento, pois já vendera, até agora uns 10 garrafões de vinho em forma de quentão e aproximadamente 15 tortas ”. 

Música, artesanato, jogos e uma feira  também fazem parte de toda a Festa Colonial. O forno a lenha não para de produzir centenas de pães e cucas, para Erenilton Mattos Gross (foto), da Comunidade Linha São Paulo, que trabalha na Festa pela  segunda vez para ele “até agora está muito boa”, na guerra entre o pão e a cuca, a vencedora é cuca.  Importante destacar que os fornos funcionam todos os finais de semana, num sistema de rodizio com os agricultores, são vários tipos de pães que moradores e turistas podem degustar desta iguaria que não falta na mesa dos brasileiros. 

O evento segue até o dia 28, no Centro de Feiras de Canela, com esta previsão de temperaturas negativas a Festa é um programa que deverá incorporar a programação dos turistas e dos moradores também, afinal quentão não se encontra todos os dias por ai. Além disto tem três restaurantes e um café colonial  além, bolinhos de batata e aipim, pasteis de massa caseira e ainda sucos, vinhos, cachaça, graspa, e mais de 60 tipos de compotas, embutidos e mel. 

A vida no campo deve ser celebrada porque simplesmente ela nos alimenta. Delicie-se !!!

Fotos: Rozangela Allves