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Feira terá maior participação do setor privado em 2016

Em relação aos anos anteriores, o FESTURIS Gramado tem maior participação de empresas privadas do Brasil e do exterior. (Foto: Divulgação FESTURIS)

O FESTURIS Gramado – Feira Internacional de Turismo, nem bem começou e os dados já apontam para uma feira formidável em 2016. São mais de 2500 marcas que estarão expondo nos dois dias de feira, ultrapassando os números do ano anterior. Outro fator positivo, é o aumento significativo de participação de empresas do setor privado que apostaram no FESTURIS Gramado para alavancar seus negócios neste ano. Empresas como Operadores Estrela Dalva, Trip4U, Air Maroc, Lyndan, RGE Style, FC Tour, Hello Brasil, Travel Bussiness Networking, MCA Transportation, Transeuropa Passagens e Turismo, North América Destinations, entre outros, estarão presentes.
Para a diretora e fundadora do FESTURIS, Marta Rossi, “a maior participação de empresas privadas neste ano oferece uma feira bastante profissionalizada e com maior poder de negócios para o setor turístico”. A feira de negócios já conta com 58% no aumento de inscrições antecipadas, com relação ao mesmo período de 2015. Os números apontam um crescimento em todas as categorias: agentes, operadores, estudantes, imprensa e hosted buyers.

Empresas estrangeiras mantêm aposta no evento
A criadora da operadora portuguesa Estrela D’Alva Tours, Filomena Farinha, afirma que a escolha por participar da feira deve-se ao fato de a empresa ter 80% de clientes brasileiros. “Oferecemos um atendimento personalizado e especial de forma carinhosa. Uma maneira e uma missão que tenho de retribuir a atenção e o carinho que tivemos no País, quando chegamos aqui, em 1976”, destaca Filomena, referindo-se à família, que fugiu de Angola por conta da guerra e buscou abrigo no Rio Grande do Sul. Filomena tinha nove anos e ficou no Brasil com a família até 1999.
A empresa Estrela D’Alva Tours foi constituída em 2014 e recebe muitos grupos e visitantes do País. O atendimento é feito com uma van de nove lugares, para grupos privados e pacotes especiais com roteiros abertos. “Me considero uma amiga, uma pessoa de confiança para os brasileiros em Portugal, e ofereço o meu olhar e experiência como imigrante aqui para facilitar a viagem e a estadia. Com isso, vamos construindo muitas histórias legais.”

Foto: Divulgação FESTURIS

 

Novos expositores
Especializada em destinos exóticos, como o Oriente Médio, a Ásia Central e o Cáucaso (Europa Oriental), a Operadora Lynden, com sede em São Paulo, estreia neste ano no FESTURIS. Segundo o diretor da empresa, Khaled Mahassen, a decisão surgiu após uma pesquisa sobre os índices de visitantes em Gramado. “Fiquei surpreso”, admite. Mahassen aposta na participação do evento e acredita que a operadora será um dos diferenciais do evento de 2016 por oferecer pacotes para destinos como Beirute (capital do Líbano); Armênia e Irã (Ásia); Dubai e Abu Dhabi (Emirados Árabes), entre outros da região. “Somos especialistas nestes destinos. Conheço cada pedra, restaurante e sanduíche servido nestes locais”, brinca o diretor, que é libanês.
Segundo Mahassen, há muitos brasileiros interessados em conhecer a cultura e a história do Oriente Médio. “A região é rica neste sentido, não tem uma aldeia que não tenha rastros históricos, entre os quais posso citar o maior sítio arqueológico romano, que está em Baalbek, no Líbano.” O empresário afirma que este destino agrada não somente por sua história e cultura, mas também pelo clima. “Pode-se ir do esqui aquático ao esqui em neve, pois há temperatura para todos os gostos.”

Foto: Divulgação FESTURIS

Conforme Mahassen, o Líbano recebe 3 milhões de turistas por ano, principalmente originários da Europa e de países árabes. “Beirute é a Suíça do Oriente, lá há uma vida noturna intensa, com festas, bailes, shows – cerca de 15 a cada raio de 10 quilômetros”, ilustra. A música “corre solta”, comenta o libanês. “Ouve-se apresentações de cantores árabes, franceses, ingleses, russos, entre outros.” Em média, o Brasil envia cerca de 500 visitantes por ano à capital do Líbano. “Atualmente, a guerra da Síria afetou muito o turismo para a região”, admite Mahassen. “Mas vendemos pacotes combinando com outros destinos, como o Cairo, a Turquia, a Jordânia e os Emirados Árabes”, pondera.