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Hoteleiros ficaram satisfeitos com ocupação de 70% durante o Mundial, diz Carlos Henrique Schmidt

Mesmo que praticamente todos os hotéis de Porto Alegre e Região
Metropolitana tenham estado lotados durante o período em que ocorreram os jogos da Holanda e Austrália e da Argentina e Nigéria, dentro do cronograma da Copa 2014, o balanço dos empresários do setor é de que as vendas durante o Mundial poderiam ter sido melhores. A média da ocupação da rede hoteleira da Capital durante os 10 primeiros dias de evento na cidade foi de 70%, segundo o Sindicato de Hotéis,Restaurantes, Bares e Similiares (Sindipoa). Ainda de acordo com a entidade, no primeiro jogo (França e Honduras), chegou a
aproximadamente 80%, quando o aumento médio das diárias hoteleiras foi de 70% em relação aos 12 primeiros dias do mês. Já a ocupação no dia anterior ao jogo da Holanda e Austrália foi de aproximadamente 95%, com aumento médio das diárias hoteleiras de 95%, em relação aos 12 primeiros dias do mês.

Com o último jogo entre Alemanha e Argélia, na segunda-feira, o cenário médio da ocupação de hotéis de três a cinco estrelas na Capital não mudou muito, ficando em 72% desde o dia 13 de junho, segundo cálculos do presidente do Sindicato dos Hotéis de Porto Alegre (SHPOA), Carlos Henrique Schmidt, que também dirige a Rede Plaza. Ele diz que o resultado foi um pouco aquém do almejado: “Tínhamos expectativas de que as lotações fossem mais homogêneas, com ocupações mais altas durante todo o período, mas acho que na média a situação acabou sendo muito boa”.

“Esperávamos mais”, concorda o proprietário da Rede Suarez, Manuel
Suarez, que tem 13 hotéis espalhados em Porto Alegre, Canoas, São
Leopoldo, Novo Hamburgo e Campo Bom. Todos os estabelecimentos da rede, que se enquadram nas categorias duas ou três estrelas, receberam hóspedes vinculados ao Mundial. “A partida entre Holanda e Austrália gerou vendas para os quatro hotéis da Capital e também para o de Canoas. Já o jogo entre Argentina e Nigéria levou gente até Novo
Hamburgo e Campo Bom. Tivemos uma grande procura, com 100% de ocupação em todos os empreendimentos”, relata Suarez. No entanto, segundo o empresário, se a Fifa tivesse devolvido os apartamentos que bloqueou com mais antecedência, outras vendas teriam ocorrido. Na Rede Suarez, na qual havia reservado 50% dos apartamentos disponíveis, a Fifa devolveu 90% das reservas solicitadas. “Recusamos muita coisa devido ao contrato, que não tinha regras muito claras, no meu entender. Criamos uma grande expectativa, mas o desenrolar foi diferente e nos pegou de surpresa”, admite o proprietário.