/InterCity planeja abrir uma nova unidade ao mês até 2017

InterCity planeja abrir uma nova unidade ao mês até 2017

image

Fotos: Divulgação

Falar de Alexandre Gehlen (foto) em Gramado é motivo de orgulho para muitos gramadenses. Considerado um “menino de ouro” por muitos, o jovem empresário coloca toda a inteligência e cuidado para administrar a rede InterCity. Apesar do cenário de cautela e negativismo que ronda o Brasil, a rede InterCity planeja saltar dos 25 hotéis que tem espalhados por todo o Brasil para 60 até 2017. Com isto a ampliação no quadro de funcionários de 1,3 mil para 2,5 mil e a previsão de faturamento saindo de R$ 190 milhões para R$ 600 milhões.

O próximo hotel da rede será inaugurado em setembro, em Belo Horizonte. O grupo também entrará no segmento de alto padrão por meio de uma parceria com o escritório de arquitetura londrino y002. A rede que nasceu em Porto Alegre, mas já enraizado em Gramado através do Hotel Bavária Sport Hotel da família de Gehlen é diretor-geral da rede, ele diz “é melhor investir em tijolo do que em ação, na pior das hipóteses o tijolo fica e as ações viram pó”.

Gehlen é uma referência em Gramado, por onde passa deixa sua marca da inovação ligada ao lado positivo dos projetos e ideias. Os 25 hotéis que a rede possui hoje oferecem entre 3.200 quartos equivalente a 6, 5 mil leitos e estão presentes em praticamente todos os estados brasileiros. Existem 2 mil investidores por trás desta potência, que recentemente inaugurou em Teresópolis, na serra fluminense, que nasceu, como diz Gehlen, lotado.

image

Mesmo que a Copa tenha ficado no passado, Gehlen diz que “tivemos uma grata surpresa, até maio as reservas, de uma forma geral, estavam fracas, mas logo após o início dos jogos tivemos um bom incremento nas reservas de uma forma geral, as cidades sedes com apelo turístico foram muito bem: Rio de Janeiro, Fortaleza, Natal, Recife, Manaus e Cuiabá. Já as cidades como Brasilia, Porto Alegre, Belo Horizonte e Curitiba, foram razoáveis”.

O FOHB, Forum das Operadoras Hoteleiras Brasileiras apontou um crescimento médio em junho de 2014 de 33% em relação ao mesmo período do ano anterior em linha com a Rede InterCity, porém em julho houve uma queda, “a hotelaria urbana funciona diferente da hotelaria de lazer”, completa o empresário.

Já em Gramado, a Copa prejudicou as primeiras duas semanas, mas na sequência pode-se notar uma recuperação, atingindo patamares semelhantes ao ano anterior.

O próximo empreendimento será em Vinhedo, interior de São Paulo, e seguindo em ritmo acelerado a abertura das novas unidades. Para investir no setor tem que ter perfil, e a preocupação com a ocupação não lhe tira o sono, Gehlen
se baseia em números. No Brasil são 2,5 quartos para cada mil habitantes, na Itália são 25 quartos para cada mil, nos Estados Unidos são 20 quartos para cada habitante e no México são 5 quartos para cada mil habitantes. O Brasil é um país que tem espaço para crescer, as pessoas não querem mais ficar na casa de parentes e amigos.

Com 15 anos no mercado, a InterCity é a segunda rede de hotelaria em crescimento no mercado nacional. “Vamos em busca de resultados com o desafio imenso de chegar aos 60 hotéis até 2015. Nossa meta está contratada, agora é trabalhar para colocar estas unidades em funcionamento, a expectativa é que em 2016 nosso portfólio tenha entre 55 e 60 hotéis. Atualmente temos 20 projetos em andamento nas mais diferentes regiões do país”, diz Gehlen.

image

A ocupação dos 25 hotéis foi de 71% em 2013, este ano devemos crescer 8% em relação ao ano passado, pois o ano com copa e com as eleições é um ano atípico para o Brasil. Sobre a avalanche de hotéis que está abrindo em Gramado, por um lado é bom, mas haverá problema se todos os 1,5 mil leitos inaugurarem juntos.

Se acontece rapidamente pode haver queda de ocupação e com isto cai o preço e pode virar um ciclo vicioso e isto já aconteceu em São Paulo, Campinas e Porto Alegre, esta é uma curva que acontece de 7 em 7 anos. E para superar as dificuldades que poderão surgir, vai depender da capacidade individual de cada empreendedor.

Alexandre Gehlen faz parte dos poucos milionários brasileiros que possuem 1 milhão de dólares para gastar, ele disse à revista Veja: “guardo minha parte nos lucros para dar às minhas filhas a melhor educação que o dinheiro não pode comprar”.

E qual é a receita do bolo do sucesso deste jovem milionário? “Brilho nos olhos, 90% é transpiração e 10% inspiração, fico feliz com o nosso crescimento e ver gente competente ao nosso lado crescendo junto. Para manter a equipe considero fundamental o bem estar dos funcionários, além do treinamento baseado em cada perfil”. Ele está confiante no Brasil e usa a frase de Fernando Henrique Cardoso, “o Brasil não está tão ruim como pensamos e também não está tão mal como falamos”, a frase já é antiga mas segue valendo, afinal, o pessimismo não pode tomar conta. O Brasil é um país de muitas oportunidades falta é a credibilidade.