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Montepulciano em Gramado?

Tem sim meus senhores e senhoras!

Um Montepulciano que vem com a assinatura da vinícola Casa Seganfredo, localizada na Serra Grande, que tem muito a nos contar.

O primeiro impacto ao percorrer uma curta estrada de chão, se chega em uma área que é quase uma reserva ecológica. Natureza vasta e belas história a serem ouvidas. Por lá, além dos parreirais, há uma figueira de quase 200 anos. Só vendo para entender e crer! Bem perto dela, tem dois pés de carvalho, os mesmos que são utilizados para fazer barricas. Guardei uma folhinha para ter bem perto de mim.

Os 16 hectares onde a vinícola está localizada são cuidados com muito esmero.

Paulo Seganfredo médico psiquiatra, ao lado da esposa, e dos filhos é que comanda o espetáculo, ao lado de uma equipe, e do mais que dedicado, sommelier, Rodrigo Michel, que conhece o dia a dia da vinícola, que oferece oito rótulos de vinhos, dos quais três são espumantes champenoise, elaborados pelo enólogo, Bruno Onsi, que está no projeto desde o inicio da vinícola, fundada em 2010.

É dele o Montepulciano da Casa Seganfredo, que tem 14% de álcool, um vinho pouco tânico, e sem passagem em barrica, e digamos assim, para tomar e bater papo e esquecer da vida. É bom que se diga que uma das espumantes é elaborada 100% com a montepulciano e a vinícola não trabalha com chaptalização.

Montepulciano é a segunda uva tinta mais cultivada na Itália. A maioria dos vinhos elaborados a partir desta uva se chama “Montepulciano d’Abruzzo” e provém da região de Abruzzo na Itália. Os aromas dominantes desta casta são as frutas vermelhas. Os vinhos mais elaborados tem aromas de frutas negras especialmente em vinhos elaborados para envelhecer por uns dez anos. É comum as pessoas confundirem a Vino Nobile di Montepulciano, um vinho tinto elaborado na Toscana com a uva Sangiovese. Atenção! São vinhos distintos.

Com a ideia de deixar perpetuar as estórias dos familiares, os vinhos levam nomes especiais, um deles foi uma homenagem a Antônio, o primeiro imigrante da família Seganfredo a entrar no Brasil. Ele foi pároco em diversas cidades da Serra Gaúcha e em Nova Prata ele recebeu o apelido de “Barbatoni”.
A vinícola tem muitas estórias, e para conhece-las, só visitando. Como é uma vinícola boutique eles atendem apenas com reserva. Aberto diariamente, das 9h as 17h e toda a visita é guiada.

Vale muito a pena ir, especialmente em dias ensolarados.