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Palavra do leitor

Em resposta à matéria “Cobrança de impostos afugenta eventos de Gramado” (clique no título da matéria para ler)

Rozangela,

“Estou fora da Office a 10 anos, mas acompanho o mercado.
Tenho a impressão que Gramado esta se achando como Nova York que não precisa atrair tanto turista de eventos.
Seria interessante lembrar aos dirigentes, vereadores e ao comércio e serviços da região o que deixa um turista de negócios  e o de lazer. O convention nacional tem uma pesquisa sobre isso.
Há muiiiiitos anos atrás eu dei uma palestra, mais precisamente no Continental, em um evento da região sobre eventos, que o tema da minha palestra era : Uma região voltada para o  turismo mas que  atende mal ao turista. O pessoal ficou fulo no início(e olha que foram a palestra para me fuzilar), mas mostrei que: Os restaurantes fechavam cedo, no final da abertura do evento não tinha restaurante aberto para jantarem ou raros até para almoço as 13.30 estavam fechados, pessoal das lojas mal preparados, as lojas fechavam nos horários que os congressistas tinham tempo e assim por diante.
Depois quando estive na superintendência do Convention alguns fatos aconteceram:
– Fomos pedir uma passagem para captar evento do CDL, negaram e teve um vereador que disse que com 900 reais que era o custo, Gramado tapava um monte de buracos. Fiz um power point e mostrei o que gerava para a prefeitura de receita(sem cobrar dos expositores), .  em hotéis, restaurantes, lojas, postos de gasolina e pessoal trabalhando. O vereador competente disse que isso era bobagem que todo mundo sonegava. Ainda argumentei que mesmo que sonegassem 100% estavam gerando emprego e renda para a cidade e isso gerava votos para eles. Acho que estes vereadores(de todas as cidades) ganham demais pelo que pensam e fazem pelas suas cidades no atacado. Sua preocupação e correr atrás de votos para se manterem. Deveriam trabalhar de graça já que não é tempo integral.
– Criamos uma pesquisa feita junto aos participantes de feiras e congressos sobre a cidade. O resultado era que o atendimento era bom, a comida de boa qualidade, a cidade limpa e organizada, mas as diárias e refeições eram caras. O que foi feito os dirigentes, que eram de hotéis e restaurantes, pediram para suprir a parte de preços. Acabei com a pesquisa.
Não é somente o fato de cobrar, mas a forma que é cobrada, parecem que os expositores e patrocinadores são exploradores. Devem analisar o que estas empresas investem para realizar o evento na região a cidade.
Quando trabalhei e dirigi a Office captamos muitos eventos e levamos para Gramado sem a ajuda de ninguém, ou melhor, conseguíamos algumas diárias e refeições para as diretorias que vinham ver e conhecer a infraestrutura. Justiça seja feita, na época o Serrano, Continental, Serra Azul e Lage apoiavam com diárias e alimentação.  Mas as despesas de viagem, impressos e outros investimentos – Nada de apoio. Bem diferente do que para algumas empresas da região.
Teve hotel (e foi mais de um) que teve o mau-caratismo de em uma convenção captada em um ano na baixa temporada no outro ano, na baixa também, aumentou 60% o valor da diária. O que aconteceu, levei o evento para Bento. pois outros hotéis também aumentaram os preços.
Pergunta e te informa o que as prefeituras da região tem apoiado, ajudado, homenageado as empresas de evento de fora de Gramado? Olha no site da Office a quantidade de eventos feitos em Gramado nos 30 anos de sua existência.
Não precisa homenagear, mas pelo menos não atrapalhem aumentando seus preços, criando e cobrando impostos desnecessários, pois a vinda do turista gera uma receita bem maior e melhor do que cobrar imposto de quem já gasta uma fortuna para realizar, patrocinar um congresso ou feira na região.
Não estão se dando conta que outras cidades estão se ligando e se preparando cada vez mais para o setor de eventos. E ainda programam um dia de visita a região de Gramado.

Rozangela,

É uma pena quando sobe para a cabeça a vaidade da maioria…

vaidade
vai.da.de 

sf (lat vanitate) 1 Qualidade do que é vão, instável ou de pouca duração. 2 Desejo imoderado e infundado de merecer a admiração dos outros. 3 Vanglória, ostentação. 4 Presunção malfundada de si, do próprio mérito; fatuidade, ostentação. 5 Coisa vã, fútil, sem sentido. 6 Futilidade. V. de língua: jactância, presunção.

Um abraço,

Josemar Basso