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Turismo: em busca da integração em alta

Agora o ano começa. Bem… para o turismo já começou, ou melhor, nunca parou. Esteve em alta, desde dezembro, e agora, varrida as serpentinas de carnaval, é hora da baixa temporada, quando todos trabalham, ainda mais, para elevar os números. Mas como? É hora de ver aqueles shows, nacionais ou internacionais, que irão ecoar mês a mês nas almas de quem aprecia os mais variados sons. De viajar a negócios. Participar das festas regionais, tais como: São João, Festa da Uva, rodeios, Bumba-meu-boi, Círio de Nazaré, entre tantas. De acompanhar as festas religiosas pelo Brasil e exterior.  É, também, dado o pontapé inicial nos campeonatos nacionais, de esportes que empolgam uma torcida vibrante e atuante. Sem esquecer que, no segundo semestre, os jogos olímpicos colocarão o país no foco das atenções mundiais.

Tudo isso, e muito mais, parece um bom motivo para uma baixa com gosto de alta, seja no emissivo como no receptivo, ou não? Crise econômica e política, Zika Vírus, Dengue, esses sim, deverão estar em queda. Esforços para isso não faltam.  Mas por falar em ausência, falta alguma coisa no turismo? Por que os nossos números não decolam? De acordo com dados do Ministério do Turismo, a participação de turistas internacionais no Brasil, em dezembro de 2015 era de 6,4 milhões, enquanto no ano 2000 atingia 5,3 milhões. Na América do Sul, esse número chegou a 28,9 milhões e no mundo 1.133,1 milhões, no final do ano passado. A França continua a liderar com 83,8 milhões, seguida dos Estados Unidos com 74,8 milhões. O que será, então, que eles têm que nós não temos? Acredito que temos muito mais, inclusive todos os tipos de turismo, além de um litoral de mais de 7.000 km, com belas paisagens e praias de norte a sul do país. Então nos falta integração? Mesmo com tantos órgãos ligados ao setor? São tantas siglas que nos falta espaço para citá-las, mas não para indagá-las: o que acontece com o nosso desempenho no setor de turismo? Como podemos melhorá-lo?

Talvez sejam boas perguntas para que o mercado se mobilize, se organize e possa trabalhar integrado para obter resultados mais compatíveis com um país de belezas naturais tão reconhecidas e de uma diversidade tão exuberante. Então é a hora. Vamos discutir estratégias, ações e implementá-las. Na Sondagem do Consumidor – Intenção de Viagem – Dezembro/2015, do Ministério do Turismo e Fundação Getúlio Vargas, pode-se atestar duas notícias. Uma boa e uma ruim. A boa é que 26,7% dos entrevistados, aqui no Brasil, tinham interesse em viajar, nos próximos seis meses. A ruim é que 69,9% não pretendem realizar viagens nesse período. Não é, também, uma boa questão para um debate conjunto no sentido de reverter essa posição?

Texto: Jorge Alexandre Machado

Jornalista, com 19 anos de atuação no Turismo, pós-graduado em Marketing Turístico e Economia para o Turismo, MBA em TV Digital, Radiodifusão e novas mídias de comunicação eletrônica, Mestrando em Marketing Estratégico. Sócio-Gerente da empresa Crescer – Soluções em Marketing, casado, carioca e brasiliense de coração.

Contato: jorgealexandre@administradores.com