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Uma rainha com brilho nos olhos

A história de vida da rainha da 28º Oktoberfest de Igrejinha, Paola Schmitz Altenhofen, se mistura com a festa. Hoje com 20 anos, a soberana nasceu na primeira terça-feira após a Oktoberfest de 1994, no dia 25 de outubro. “Minha mãe diz que ela queria aproveitar todos os dias de festa por isso só nasci depois dela terminar”, brinca a rainha. De lá pra cá o envolvimento com a maior festa comunitária do Brasil só cresceu.

Estudante do 6º semestre de Pedagogia na Anhanguera (Polo IACS), a rainha Paola divide seu tempo entre os estudos, o trabalho – é professora de Educação Infantil no Centro Sinodal de Ensino Médio Dorothea Schäfke (em Taquara) e de inglês na Escola Right Way (em Igrejinha) -, e as atividades como integrante da corte oficial. Para dar conta da rotina agitada ela conta com o apoio da família e da direção das escolas em que trabalha. “Procuro me organizar a cada dia para atender tudo que preciso, mas o suporte da família e das escolas é fundamental. Todos já sabem que meus finais de semana são voltados 100% para a Oktoberfest”, explica.

A primeira lembrança que Paola tem da Oktoberfest é uma foto. A imagem estampada em um porta-retrato na sala de casa mostra a rainha no Kindertag no dia do seu segundo aniversário, já vestida com um traje típico, o primeiro de muitos que usou até hoje.

Mas essa é apenas uma das tantas lembranças que a festa proporcionou na sua vida. Paola é a terceira geração de voluntários da família. A avó Sueli Schmitz é coordenadora de uma equipe que serve chope. Trabalham juntos primos, irmãos, pais e filhos, avós e netos. E a conquista de um lugar na corte não foi a primeira na família Schmitz Altenhofen. O irmão da rainha, Cauê, foi Bubchen da 26ª Oktoberfest de Igrejinha, em 2013.

Foto: Juliano Arnold/ Divulgação

 

Por ter olhos claros e cabelos loiros, biotipo tradicional dos imigrantes alemães, o desejo de ser rainha da festa está presente desde a infância, mas ele começou a ganhar mais espaço nos sonhos e pensamentos de Paola durante a adolescência. “Tinha cabelos mais curtos e fui deixando crescer, comecei a cuidar mais da alimentação e da aparência de modo geral”, lembra Paola, que nunca tinha pisado em uma passarela até a noite em que foi eleita rainha da Oktoberfest.

“Ser rainha é a realização de um sonho. É extremamente gratificante fazer parte deste trabalho que envolve mais de três mil voluntários que doam horas do seu dia e que se sentem recompensados com o retorno que a festa dá para a comunidade igrejinhense”, conta emocionada.

Foto: Arquivo Pessoal/ Divulgação

 

Após a Oktoberfest de 2014, Paola decidiu que estava pronta para concorrer ao tão sonhado título. Como preparação ela conversou inicialmente com a família e com suas chefes. “São muitas as responsabilidades e compromissos, mas todos entenderam e me apoiaram”. Dedicou-se a pesquisar mais sobre a festa, colonização alemã e tudo que pudesse contribuir para o concurso. “No dia que abriram as inscrições eu estava lá!”, conta.

Determinada, Paola afirma que no Kerb das Soberanas, tradicional festa em que acontece a escolha, queria que o público sentisse seu amor pela Oktoberfest através do brilho nos seus olhos. “Após a organização anunciar as princesas fiquei muito nervosa, sabia que só tinha mais uma chance e todas as candidatas eram lindas e estavam preparadas”, recorda. “Quando começaram a anunciar a rainha lembro que falaram que ela tinha sido escolhida pelo seu brilho no olhar, nesta hora meu coração disparou, logo depois ouvi meu nome. A emoção foi incontrolável” relembra.