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Wagner Moura recebeu o troféu Cidade de Gramado

No ultimo sábado, 10 de agosto, Wagner Moura recebeu das mãos de Rubens Ewald Filho o Troféu Cidade de Gramado no Palácio dos Festivais . Emocionado, o ator agradeceu a curadoria pela escolha de seu nome e disse estar muito feliz por poder orgulhar sua mãe, dona Alderiva, que estava sentada na plateia. Ela acompanhou Wagner na viagem à serra gaúcha e esteve ao lado do filho durante a caminhada pelo tapete vermelho.

O ator baiano destacou que este é um prêmio para toda uma geração do cinema nacional e lembrou nomes como Selton Mello, Mateus Solano, Lázaro Ramos, Caio Blat, Vladimir Brichta e Daniel de Oliveira. “Eu entendi que o Festival de Gramado, na minha pessoa, homenageia a minha geração”, afirmou. Wagner também disse que os festivais não devem ser apenas lugares para atores desfilarem em tapetes vermelhos, mas um espaço para discussão sobre todos os assuntos. “Os festivais de cinema são fóruns para falar de outras coisas, do que a gente quiser, não devem ser um tapete para os atores passarem”, indicou.

Falando sobre seu pai, que faleceu em 2011 enquanto gravava o longa americano Elysium – que estreou esta semana nos Estados Unidos -, Wagner lembrou do caso do auxiliar de pedreiro Amarildo, morador da favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, e pai de seis filhos que depois de ser abordado por policiais no dia 14 de julho está desaparecido.

“Lá na Rocinha, favela do Rio de Janeiro, tem uma família que tem seis filhos que não vão almoçar com o seu pai. Amanhã (11 de agosto, Dia dos Pais) eu sei porque eu não vou almoçar com meu pai, ele ficou doente e morreu. Mas eles não sabem. Eu gostaria que as autoridades do Rio de Janeiro, para que esses seis filhos tenham um Dia dos Pais mais feliz, pudessem dar uma resposta, que eles pelo menos soubessem o que aconteceu com o pai deles”, afirmou.

Foto: Edison Vara/PressPhoto

Repórter: Bianca Carneiro