/4 perguntas para Marta Rossi

4 perguntas para Marta Rossi

Marta Rossi é CEO da empresa Rossi & Zorzanello. 

1- O que vamos encontrar no Festuris?

É um ano muito especial. O Festuris sempre lançou tendências e neste ano não será diferente. Vamos debater a Era da Transformação – conceito do evento – a diversidade, a inclusão, a sustentabilidade e a importância de promover experiências no turismo.

Uma das novas tendências que vem apontando nesse momento de pandemia na retomada do setor corporativo está no conceito Bleisure, que consiste em uma viagem de negócios, mas que possa ter momentos de contemplação e experiências. O funcionário consegue dar conta do trabalho sem estar preso em escritórios, e isso facilitou muito. O corporativo foi o mais afetado no segmento do turismo, por conta disso, esse trabalho híbrido tem tudo a alavancar o setor.

Marta Rossi e Eduardo Zorzanello – Arquivo 2020

2- Qual é o impacto do evento no setor em período, digamos assim, reta final de pandemia?

O Festuris é uma plataforma de negócios e vitrine para o segmento. Neste momento em que começam as aberturas das fronteiras do mercado internacional já de forma expressiva, estão conosco marcas e destinos vendendo para 2022. Aliado a isso, temos o mercado nacional. Considerando que hoje os agentes de viagens precisam se abastecer do produto Brasil, porque mudou completamente o perfil do consumidor, eles têm que buscar conhecimento e capacitação sobre o próprio país para entregar aos seus clientes novidades. É uma reestruturação do mercado e o Festuris é o evento que fecha as portas de 2021 e apresenta esse Brasil para todos os agentes de viagens e trade. E já antecipa a situação do mercado internacional em função da abertura das fronteiras. Então, o impacto do evento é muito grande, pois daqui saem todos os negócios para o ano seguinte.

Montagem da feira – Edição 2021

3- Qual foi o maior desafio para construir esta edição?

Em 2019 a gente vinha em um processo de crescimento. Em 2020 vieram os protocolos, deram regras e precisamos trabalhar dentro dessas regras. Quando começaram as flexibilizações, iniciou a insegurança do mercado quanto aos procedimentos. Com isso, nós tivemos que ter uma habilidade muito grande, uma capacidade de compreender as angústias do mercado em relação a este novo momento. É um mercado em transformação, que não sabe o caminho certo a ser seguido. São muitas mudanças em pouco tempo, não existe apenas uma regra de protocolos, não é linear. E esse momento de instabilidade e de angústia, de vontade de fazer, porque as pessoas estão retomando, elas querem e precisam reconstruir e estão decididas a isso. Sofremos com essas angústias de planejar algo que ali na frente, para o governo, não era mais válido. Além disso, tivemos a sensibilidade de atuar individualmente com cada expositor, entendendo suas particularidades para possibilitar a vinda ao evento, e dar essa oportunidade a eles.

Montagem da feira – Edição 2021

4- Em termos de números quantos expositores e qual a perspectiva de público?

No início do ano, estimamos superar 2020. No decorrer de 2021, mesmo com todas as adversidades, entendemos o desejo dos destinos e marcas a se mostrarem para este novo momento, mas nunca imaginamos dobrar 2020. O mercado está disposto, está forte, mas inseguro quanto ao caminhar, saber para onde vai. Isso muito se reflete nos números até agora. Temos cerca de 8 mil inscritos e, como existe a inscrição no dia, esse número deve aumentar. Mais de 1700 marcas em exposição e mais de 20 marcas internacionais estarão em uma área de 22mil metros quadrados. Números oficiais serão destacados na coletiva de imprensa, que acontece na tarde de sábado, dia 6, às 17h, na Sala de Imprensa (mezanino Serra Park).

Foto destaque: Marta Rossi
Crédito: Kelen Weber