/4 perguntas para Thomas Silveira

4 perguntas para Thomas Silveira

O vencedor do concurso Melhor Chef do 13° Festival de Cultura e Gastronomia de Gramado, Thomas Cortinaz Silveira, 28 anos, é chef de cozinha do Container Bistrô, em Canela. Natural de Barra do Ribeiro, estudou em Porto Alegre e se formou cozinheiro profissional pelo IGA (Instituto Gastronômico das Américas). “Trabalhei por alguns lugares em Porto Alegre, Barra do Ribeiro e fui para a Praia do Rosa, em Imbituba, por um período, até que recebi o convite de abrir a cozinha do Hotel Wood, junto da equipe do Rodrigo Belora, que mentora o restaurante. Fiquei quase dois anos até que tive a oportunidade de vir para o Container Bistrô para chefiar a cozinha. Me identifiquei com o local e logo fui para essa nova empreitada, onde estou a quase um ano. Está sendo demais! A equipe toda me recebeu super bem e logo tivemos sinergia”, resume.

1 – Como foi para você receber o prêmio de Melhor Chef do 13° Festival de Cultura e Gastronomia de Gramado?

É muito gratificante receber o prêmio de Melhor Chef do Festival de Gastronomia. Dá uma visibilidade muito boa para nós desta profissão.

2 – Descreva teu prato, por favor, e me diga no que você se inspirou?

Meu prato é uma inspiração alemã e local. Eu trouxe uma linguiça de porco com pinhão laqueada em mel de abelha nativa, uma mostarda tipo alemã produzida na região mesmo, uma salada crua de pancs e repolho, uma farofa feita com banha e uma gema levemente curada no balsâmico. Chamei esse prato de “Porco, Araucária e Colônia”, uma inspiração totalmente dos imigrantes alemães, junto dos seus produtos mais clássicos, mas de uma forma contemporânea.

3 – O que representa a gastronomia na sua vida?

A gastronomia na minha vida é tudo. Foi onde eu vi que a minha criatividade tinha espaço e onde entrei de corpo e alma. Me dediquei muito aos estudos e a horas dia trabalhadas. Hoje colho os frutos, mas sigo a plantar ainda para num futuro, colher mais e mais.

4- Qual a sua história mais marcante com a gastronomia?

Uma das minhas histórias mais marcantes na carreira foi bem no início, quando eu fui a Garibaldi para conseguir uma vaga de emprego em um dos melhores restaurantes da região, o Valle Rústico, do chef Rodrigo Belora. Sem dinheiro e sem condução, eu tive que caminhar da rodoviária de Garibaldi até o restaurante. Cheguei ao meio-dia na rodoviária e meu horário no Valle Rústico era às 15h30. Minha bateria do celular tinha acabado e não tinha dinheiro nem para o táxi. Fui a pé mesmo até o restaurante. Fui perguntando para um e para outro até que cheguei, às 15h25, cinco minutos antes do horário marcado. Cheguei cansado pela caminhada, mas super energizado a querer aprender o máximo, e foi o que fiz.

Fotos: Cleiton Thiele/Serra Press