/A liberdade e o poder de escolha

A liberdade e o poder de escolha

Viajar, fazer compras, jantar ou almoçar em um restaurante badalado sempre foram atitudes associadas aos “endinheirados”. Como ocorre em todos os setores da economia, aquilo que desperta grande interesse acaba ganhando a coletividade e, na sequência, se divide em, no mínimo, duas fatias: o popular e o sofisticado.

Vivemos hoje um período de crise em nosso país e mesmo em nível global. Entretanto, há muitos de nós que aprenderam recentemente a aproveitar as opções de lazer que o mundo oferece. Passeios, SPA’s, viagens de avião e cruzeiros, entre muitas outras atividades diretamente ligadas ao turismo, estão entre os sonhos de consumo gerais, antes reservados apenas ao público considerado classe “A”.

E o que vemos em meio a este cenário é um mercado cada vez mais acirrado, onde as agências online, os sites de compra coletiva, as agências de viagens e as operadoras disputam dia a dia um cliente cada vez mais informado, com “tudo” ao seu dispor em textos e imagens online. Atualmente, o cliente entende o mercado e seus mecanismos de venda; o que antes dependia exclusivamente de um agente de viagens, pode agora ser resolvido em apenas dois ou três cliques em casa ou no celular. Tantas facilidades, aliadas ao novo perfil de consumo atual, permitem que aquilo que antes era considerado sofisticado esteja  também acessível à fatia de mercado considerada “popular”, nicho este avidamente explorado por grandes operadoras de turismo, com midiáticas campanhas. A exclusividade então, deixa de ser um desejo e torna-se quase uma indulgência de um público altamente seleto.

Outra grande motivação da disputa deste mercado, que tem ensaiado plataformas de vendas exclusivas, são os sites de avaliação, em que os viajantes fazem críticas livres sobre os locais onde estiveram e as atividades que realizaram, recomendando ou não estes estabelecimentos para outros consumidores, permitindo aos mesmos encontrar os espaços mais adequados e condizentes com seus perfis.

O que se deve evitar, todavia, é tudo aquilo que parece bom demais. Pedir conselhos e informações a familiares e amigos de confiança é sempre bom antes de realizar um depósito ou passar os dados de seu cartão de crédito. Toda a liberdade e acessibilidade dada pelos meios eletrônicos também podem gerar diversos problemas e conflitos. Consultar as referências, ler os contratos e pensar bem antes da compra também são bons conselhos ao consumidor deste mercado que não para de crescer, permeando cada vez mais os limites do popular e o sofisticado e, por sua vez, expandido seu rol de atuação num novo nicho que se espera revolucionar o mercado turístico e como viajamos nos próximos anos.

Texto: Madison Saldanha

 

Diretor da Seção Rio Grande do Sul da Les Clefs d’Or Brésil, Associação Brasileira dos Concierges de Grandes Hotéis, representação nacional da Les Clefs d’Or, Associação Francesa de Concierges de Hotéis, no momento sou Concierge & Guest Relations no Villa Bella Hotel Conceito.

Fale comigo: madisonss@hotmail.com.