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Governador Eduardo Leite suspende cogestão e aplica regras de bandeira preta no RS a partir de sábado

Em reunião com os prefeitos na tarde de hoje, o governador Eduardo Leite resolveu suspender a cogestão por 7 dias e aplicar as regras de bandeira preta, a partir de sábado (27) até o próximo domingo dia 7 de Março.

O motivo é o número elevado de internações no estado, que, segundo a Secretaria Estadual da Saúde, registram média diária de 230 hospitalizações, em leitos clínicos ou de UTI. Com a suspensão, as regras das bandeiras do Distanciamento Controlado passam a valer rigorosamente conforme decreto do estado, sem permissão de adaptação por parte das prefeituras.

A secretária de saúde, Arita Bergmann, externou sua aflição sobre a grave situação do Estado do Rio Grande do Sul. “Tudo que preparamos em termos de retaguarda de leitos não está sendo suficiente para atendermos as demandas diárias. Dobramos, em 30 dias, a necessidade de internações de pessoas. Não haverá leitos suficientes, especialmente de UTI, para atender a demanda que é crescente. Crescente o suficiente para nos deixar com uma lista de espera que nos aflige. Estamos aqui apavorados”, alerta. Segundo a secretaria, 60% dos pacientes que chegam à UTI morrem. Além disso, Arita informou que o número de mortos até agora na epidemia é maior que a população de 350 dos 497 municípios gaúchos e alerta que podem morrer mais de 200 pessoas por dia em março ou 6 mil no mês de março, o que representaria metade das pessoas que morreram ao longo dos últimos 12 meses. “O número de recuperados está caindo desde dezembro. Não sabemos explicar o que está acontecendo. Que vírus é esse?”, disse a Secretária.

O novo mapa do distanciamento controlado, a ser divulgado nesta sexta-feira (25), definirá quais regiões terão de adotar, de fato, as regras da bandeira preta. Porém, o governador já externou em live de hoje que todo o estado estará em bandeira preta, devido à evolução da contaminação em todo o estado, já que o sistema de saúde é interligado e os pacientes são transferidos para onde há leitos disponíveis.