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Informação gratuita pode ser de qualidade?

Você está na sala de embarque à espera de um voo e, de longe, avista uma pilha de revistas. Chega mais perto, pega a publicação e se espanta com a qualidade: fotos lindas, capa atraente e conteúdo na medida. E quanto custou para você? Apenas alguns passos, pois a revista era gratuita.

Isso é real ou é uma miragem? Posso confirmar para vocês que, embora seja raro encontrar publicações robustas gratuitas, é possível ter qualidade, sim.

No meio de tanta gente criando e-books e cursos que levam as pessoas a fazer algum tipo de compra, há quem aposte no conteúdo gratuito. E eu sou uma delas.

No pacote de informação sem custo para o leitor é possível entregar conteúdo completo e de qualidade, com fotos coloridas, textos escritos a partir de experiências reais e muito serviço. Para quem viaja, por exemplo, é um presente. Para os destinos e empreendimentos, é um sonho, especialmente neste momento pós-vacina, em que é necessário estar alinhado com os desejos do viajante e de olho em novas estratégias.

Neste segmento de informação gratuita e de qualidade, tenho alguns exemplos pessoais. A revista 29 Horas circula nos aeroportos (e eu escrevo reportagens como freelancer). Também já criei quatro guias digitais de viagem para regiões do Rio Grande do Sul e até para o Principado de Mônaco.

Diante de tantas horas de trabalho, que incluem viagens, reportagem, coordenação de equipe e distribuição de conteúdo em redes sociais, você deve estar se perguntando como é possível fazer um guia gratuito, sem cobrar absolutamente nada por isso!

Assim como você, eu não trabalho de graça. Pelo contrário, acredito que compilar informação verdadeira e de qualidade tem um preço bem alto, especialmente porque há muitas horas de trabalho por dia. Por isso, quem paga para que os guias e o conteúdo especializado cheguem gratuitos são empresas que acreditam na importância e no propósito desta atividade.

São preciosas as empresas que conhecem o verdadeiro valor de fornecer informações. No segmento do turismo, algumas investem em um ecossistema onde todo mundo sai ganhando. Ou seja, ao financiar guias de viagem, revistas ou até o pagamento de influenciadores digitais, estão colaborando para o aumento da circulação de novos visitantes, à ampliação da renda de dezenas de famílias e até à melhoria da infraestrutura de destinos.

É uma atitude justa, porque quem tem mais oferece para aqueles que precisam. E, no caso da informação, estamos precisando de muito conteúdo de qualidade e gratuito para planejarmos a retomada das nossas viagens!

Anelise Zanoni – Jornalista, autora do projeto Travelterapia e diretora da Way Content, agência de Comunicação especializada em estratégias para turismo e gastronomia.

Trabalha há 20 anos com jornalismo, gastronomia e viagem. Trabalha como repórter e editora freelancer de publicações nacionais como Viagem Estadão e revista 29 Horas. Em 2021 recebeu o Prêmio Europa de Comunicação, concedido pela Comissão Europeia de Turismo por ter desenvolvido um guia digital gratuito para o Principado de Mônaco. Em 2019, foi finalista na categoria Imprensa do Prêmio Nacional de Turismo, promovido pelo Ministério do Turismo do Brasil.

Na área da gastronomia trabalhou durante 8 anos como editora e repórter de guias como Veja Comer & Beber e especiais da revista Veja. Já atendeu mais de 50 clientes nacionais e internacionais criando projetos personalizados.

Já escreveu para veículos como jornal Zero Hora, Sunday Independent, Hola!, Contigo!, Playboy, Veja, Globo.com e Terra. É também mestre e doutora em Comunicação Social (PUCRS e UFRGS).

*Os autores dos artigos, vídeos e podcasts assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo de sua autoria. A opinião destes não necessariamente expressa a linha editorial da Melhor do Sul.