/Primeiros vinhos de corte da Vinícola Arte Viva propõem interação entre diferentes terroirs gaúchos

Primeiros vinhos de corte da Vinícola Arte Viva propõem interação entre diferentes terroirs gaúchos

Rótulos sugerem experiência sensorial durante a degustação

Cinco variedades cultivadas na Serra e na Campanha Gaúcha compõem os dois primeiros blends da Vinícola Arte Viva, que acabam de chegar ao mercado. Elaborados com  um corte de Tannat, Merlot, Alicante Bouchet, Cabernet Franc e Marselan, as novidades propõem uma experiência sensorial aos apaixonados por vinhos, por meio da interação entre os dois principais terroirs gaúchos para o plantio de uvas. Foi essa a proposta que guiou Giovanni Ferrari no processo de produção do Arteviva Sinônimos Blend 2021 e do Arte Viva Sinônimos Blend Singular Tannat 2021, que confirmam o talento do enólogo na produção de vinhos autorais. “São vinhos ecléticos, que agradam tanto o paladar de iniciantes quanto de especialistas”, afirma Ferrari.

Para criar a experiência, o enólogo partiu de um lote inicial de 5 mil litros de um blend com amadurecimento em carvalho francês composto por 40% de Merlot (Vale dos Vinhedos e Cotiporã), 31% de Tannat (Santana do Livramento), 12% de Cabernet Franc (Quaraí), 12% de Alicante Bouchet (Cotiporã) e 5% de Marselan (Santana do Livramento). A partir disso, Ferrari dividiu o produto em dois cortes de 2,5 mil litros cada e acrescentou em um deles uma barrica de varietal Tannat, resultando no Blend Singular Tannat, cuja proporção ficou em 37,36% Tannat, 36,3% Merlot, 10,9% Cabernet Franc, 10,9% Alicante Bouchet e 4,54% Marselan.

“É preciso ter muito conhecimento para formar um blend, no sentido de saber explorar a singularidade de cada casta. Nesse caso, o que o tannat te dá de singular que vai agregar ao corte? Por exemplo, a Cabernet Franc e a Marselan trazem muita fruta madura, porém se deixar muita fruta madura fica um vinho enjoativo. Aí vem a Merlot com a complexidade aromática, um toque de erva fina, fruta vermelha. A Alicante traz aroma mais herbáceo e um toque de tabaco e algumas especiarias, mesmo sem passar pelo carvalho. A Tannat é bastante potente, marca muito. O Singular veio justamente para mostrar isso. O blend é o meu serviço favorito”, explica o enólogo, acrescentando que, com o novo rótulo, abrem-se possibilidades para elaborar cortes aumentando a proporção de qualquer uma das variedades presentes no corte, inclusive mesclando diferentes safras.

Experiência

Com o Arteviva Sinônimos Blend e o Arteviva Sinônimos Blend Singular Tannat, o público poderá adquirir o kit com duas garrafas – uma de cada rótulo – ou caixas fechadas com seis garrafas do mesmo produto. “Dá para fazer várias dinâmicas. É legal fazer a comparação e analisar o que a Tannat aporta ao vinho. Muda totalmente. É como se o consumidor estivesse na vinícola participando da mesa de decisões na elaboração do produto”, sugere Ferrari.

Os vinhos

Arteviva Sinônimos Blend 2021

Apresenta  notas  de  baunilha  e  cappuccino  integradas  com frutas  vermelhas  em  compota.  Logo  após,  destaca  a  presença  de  frutos  negros,  tais  como  amoras  e  mirtilo, agregando complexidade.  Em  boca,  revela-se  consistente  e  de  média  persistência,  devido  ao  equilíbrio  tanino/álcool/acidez. Álcool: 13,24%.

Arteviva Sinônimos Blend Singular Tannat 2021

Nasce para proporcionar uma experiência comparativa com o Sinônimos Blend. O Tannat entra em evidência com maior aporte de taninos, revelando no olfato notas de ameixa preta, cacau e mentolado, unindo com as frutas negras, especiarias e o café das demais variedades, proporcionando a harmonia do produto. No paladar é equilibrado, com taninos macios e bom volume. O retrogosto condiz com as notas aromáticas e toda a sua composição sustenta uma persistência longa. Álcool: 13,06%.

Foto destaque: Rodi Goulart

Sobre a Arte Viva

A Vinícola Arte Viva é especializada em vinhos e espumantes premium e super premium na Serra Gaúcha, com a missão de elaborar produtos com expressão da essência, proporcionando sensações únicas. Alicerçado em valores como integridade, responsabilidade, criatividade e sustentabilidade, o projeto do enólogo bento-gonçalvense Giovanni Ferrari tem sua unidade de elaboração na Linha 100 da Leopoldina, no município de Monte Belo do Sul. Atualmente, o volume de produção é de 55 mil garrafas/ano, distribuídas em quatro linhas: Ícone, Elementar, Especiais e Sinônimos. Com formação em Viticultura e Enologia pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFRS), Campus Bento Gonçalves, Ferrari iniciou sua trajetória profissional em 2009, quando conheceu os vinhos finos de alta gama. Com passagens por vinícolas de pequeno, médio e grande porte no Brasil, também realizou estágios no Douro (Portugal) e em Epernay (França).